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O Homem é um elemento de desordem na natureza, é ele que, ainda que dotado das mais altas possibilidades, semeia a discórdia no reino da lei; é ele que, em virtude da sua vontade desenvolvida, tem o poder de se opor à lei e dela triunfar, aparentemente, por um certo tempo. Com o decorrer do tempo, portanto, é a Lei que o o derribará. Sempre que ele, o homem, caminha contra a Lei, esta faz-se sentir pelo sofrimento que inflige; ele não a pode quebrar, o que não impede que ele possa causar desordens e perturbar a harmonia; ele pode, pela vontade que é sua, recusar seguir o caminho mais elevado e o melhor e, deliberadaemnte, escolher o pior e o mais baixo.
Precisamente por causa deste poder, o poder da escolha, tem ele possibilidades mais altas que aquelas oferecidas aos mundos mineral, vegetal e animal.
Submeter-se conscientemente à lei é colocar-se num grau de harmonia mais elevado do que ser, simplesmente, um aparelho movido por ela, sem fazer agir a vontade que escolhe, conscientemente, o que há de mais alto e, por consequência, o homem encontra-se na seguinte situação: pode cair mais baixo que o animal, mas pode, também, subir infinitamente mais alto.
Assim, o homem assume a responsabilidade de ser o senhor que domina a natureza inferior, aquele que, por assim dizer, amolda o mundo, gradualmente, em formas mais elevadas de existência, em tipos de vida mais nobres. O homem, por onde quer que fosse, deveria ser o amigo de todos, o apoio, o protector de todos, exprimindo na vida diária a sua natureza, que é toda amor, e exercendo sobre toda a criatura que lhe seja inferior, não só a vigiliância que lhe deve ser aplicada para a educar, mas também o amor que deve ser empregado para com ela a ajudar a elevar-se na escala da existência.
excerto de:
Besant, Annie, "O Vegetarianismo à luz da teosofia - conferência", Edição do Ramo Maytreya
[D.L. 1975]
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